Fórum do Património 2018

Cartaz 2018

O encontro foi uma organização do Fórum do Património (www.forumdopatrimonio.pt) e da Associação para a Defesa do Património da Região de Alcobaça (ADEPA) com o apoio da Câmara Municipal de Alcobaça e sob os auspícios do ICOMOS.

Programa

 FÓRUM DAS ONG DO PATRIMÓNIO

28 de setembro de 2018

PROGRAMA PROVISÓRIO
(o programa pode sofrer alterações)

 

 Horas

 Designação/Tema

 Oradores

08:00-09:30

 Receção e registo dos participantes

 

09:30-10:00

 Boas-vindas e intervenção de Abertura

 Direção Geral do Património Cultural
 Câmara Municipal de Alcobaça
 Fórum do Património

10:00-10:45

 Tema 1 | AVALIAÇÃO DE UMA AÇÃO NO TEMPO
 Pertinências de um movimento associativo para a salvaguarda do património.

 Rui Rasquilho (ADEPA)
 Pedro Canavarro (AEDPHCS)

10:45-11:15

 Pausa para café

 

11:15-13:00

 Tema 2 | A AÇÃO DAS ONG
 Identificar e definir iniciativas conjuntas, como, por exemplo, campanhas de sensibilização da opinião pública, elaboração e apresentação de propostas de alterações legislativas tendo em vista melhorar a salvaguarda do PCC, ações de aplicação da legislação.

 Moderador: Hugo O’Neill (APCA)
 Orador convidado: Soraya Genin
 Oradores:
 # Fórum Cidadania LX: uma ação transversal de cidadãos
 # APPRUP e o seu papel na necessidade de formação adequada em intervenção no património

13:00-14:30

 Almoço livre

 

14:30-16:30

Tema 3 | CONTRIBUTO DAS ASSOCIAÇÕES
 Definição de áreas onde os contributos das associações devem ser tidos em conta: a sua ação em processos de gentrificação e turistificação; a sua contribuição para o enquadramento dos trânsitos culturais; a avaliação do impacto social do património.

 Moderador: Luís Peres Pereira (ADEPA)
 Orador convidado: Luís Raposo
 Oradores:
 # APPA (Alfama) e o seu papel na salvaguarda do património do centro histórico de Lisboa
 # Centro Social de Coz e o seu trabalho na valorização do Mosteiro de Coz
 # Associação de Defesa do Património de Beja e a sua ação no âmbito da programação do Ano Europeu do Património Cultural
 # Grupo de Amigos do Aqueduto do Convento de Cristo

16:30-17:00

  Pausa para café

 

17:00-17:30

 AVALIAÇÃO E PREOCUPAÇÕES FUTURAS
 Avaliação sobre a Declaração Final; Ações desenvolvidas; Preocupações futuras.

 Orador: Coordenador do Fórum do Património

17:30-18:15

 Intervenção das associações presentes para: apresentação de propostas, colocação de dúvidas.

 ONG

18:15

 Encerramento dos trabalhos

 

Fórum do Património 2018

FÓRUM DAS ONG DO PATRIMÓNIO

28 de setembro de 2018

ENQUADRAMENTO

Em Abril de 2017, cerca de 50 associações portuguesas de defesa do património1, conjuntamente com outras entidades relevantes na matéria do património cultural construído, reuniram-se em Lisboa, aprovando uma Declaração que salienta o papel que a sociedade civil deve ter e tem, na salvaguarda dos seus valores patrimoniais, materialização de uma identidade colectiva que nos interessa conhecer e preservar.

Face à influência crescente sobre as políticas públicas dos grupos de interesse organizados que representam setores da economia, é indispensável reforçar os movimentos de cidadãos, enquanto grupos de interesse organizados para a defesa do bem comum e da preservação dos valores fundamentais das comunidades. Nessa mesma data, concluiu-se da vantagem da coordenação de esforços e iniciativas da ONG’s, como forma de potenciar a sua capacidade de intervenção.

Daqui se lança um novo “Fórum”, um encontro capaz de congregar significativamente essas organizações, onde se renove e mantenha a discussão aberta relacionada com as suas questões mais relevantes.

É com este enquadramento que, em renovada colaboração com o ICOMOS Portugal e com o seu apoio expresso, com a Câmara Municipal de Alcobaça e com a ADEPA, se volta a lançar a iniciativa do Fórum do Património, sob o lema Associações: ontem, hoje, amanhã.

Finalmente, o facto de mais de 40 ONG haverem subscrito a Declaração de 2017, de 2018 ter sido dedicado pela Europa ao Património Cultural, com o Ano Europeu do Património Cultural, e de se comemorar neste mesmo ano o 40º aniversário do I Congresso Internacional para a Investigação e Defesa do Património, decorrido em Alcobaça, sublinha a pertinência e oportunidade desta iniciativa.

 

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1 A natureza, objetivos e direitos das associações de defesa do património cultural enquanto forma de participação dos cidadãos interessados na gestão do património cultural encontram-se definidos o Art.º 10 da Lei n.º 107/2001 de 8 de setembro, Lei de bases da política e do regime de proteção e valorização do património cultural.

Objetivo e Âmbito

O Fórum mantem o grande objetivo pôr as ONG do Património a falar a uma só voz a favor da salvaguarda do património cultural construído e da sua utilização sustentável, constituindo uma alternativa credível à abordagem demasiado economicista e de curto prazo, suscitada pela atual situação do País.
Para procurar atingir tal convergência, a Comissão Organizadora apostou neste ano numa reflexão sobre o passado, a actualidade e o futuro das ONG do Património, procurando grandes temas que constituem também os objetivos específicos do Fórum. São três os grandes objetivos do Fórum, que constituem também os temas para discussão:

1. AVALIAÇÃO DE UMA ACÇÃO NO TEMPO
Avaliar a acção das associações ao longo do tempo, tomando como referência o I Congresso Internacional para a Investigação e Defesa do Património, que decorreu em Alcobaça em 1978 e os principais contributos do movimento associativo para a construção do edifício patrimonial em Portugal. A relevância deste momento consiste na promoção de uma reflexão, sobre as conquistas que as associações souberam para a salvaguarda do património cultural em Portugal e as principais questões que se coloca no futuro.

2. A ACÇÃO DAS ONG’S
Apresentar casos aplicados nos territórios em que as ONG tiveram uma parte essencial na concretização. Identificar os desafios e as soluções encontradas para os superar, enquanto estrutura associativa. Identificar e definir iniciativas conjuntas, como, por exemplo, campanhas de sensibilização da opinião pública, elaboração e apresentação de propostas de alterações legislativas tendo em vista melhorar a salvaguarda do PCC, acções de aplicação da legislação.

3 - OS CONTRIBUTOS DAS ASSOCIAÇÕES
Definição de áreas onde os contributos das associações devem ser tidos em conta: a sua acção em processos de gentrificação e turistificação; a sua contribuição para o enquadramento dos trânsitos culturais; a avaliação do impacto social do património. O que é necessário executar: estatísticas das associações e das suas acções. Pode ser apresentado um modelo de inquérito às associações tendo em vista a aferição do seu grau de relevância nas comunidades.

Formato

O Fórum terá a duração de um dia, em 28 de setembro de 2018. O dia de trabalhos constará de três sessões focando três temas, em correspondência com os objetivos acima enunciados.

As três sessões terão a duração entre 45m a 2h, separados por pausas para café e para o almoço. Antes do fecho será realizado um balanço da acção do Fórum do Património no decurso do ano. As sessões funcionarão em discussão aberta com um moderador, sendo o tema previamente introduzido através de uma apresentação por um orador convidado. No final dos trabalhos as ONG presentes poderão fazer a sua intervenção, inscrevendo-se para tal.

Convidados de Honra

Serão convidados:

o Sr. Presidente da República
o Sr. Ministro e/ou Secretário de Estado da Cultura
a Sr.ª Diretora-Geral do Património Cultural
os Srs. Diretores Regionais de Cultura
o Sr. Presidente da Associação de Municípios com Centro Histórico
o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça
o Sr. Coordenador Nacional do Ano Europeu do Património Cultural

Serão também convidados dirigentes de ONG internacionais relacionadas com a temática do Fórum.

Oradores Convidados

Rui Rasquilho
Foi fundador e primeiro Presidente da ADEPA.
Presidente da Campanha Nacional para a Defesa do Património.
Comissário Técnico XVII Exposição do Conselho da Europa.
Diplomata do Quadro Especializado do MNE, Conselheiro Cultural nas embaixadas de Portugal em Rabat e Brasília entre 1984 e 2003.
Comissário das comemorações da transferência da família Real para o Rio de Janeiro.
Membro efetivo e correspondente de várias academias e Institutos.
Investigador da ordem de Cister com consequentes publicações e conferências.
Atualmente é vogal da Comissão Instaladora do Museu do Vinho de Alcobaça.
Comissariou inúmeras exposições em diversos países em vários continentes.
Bacharel e Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Pedro Canavarro
É licenciado em História e diplomado em Museologia.
Em 1966, criou o leitorado de Português em Tokyo, e de 1968 a 1976, foi assistente na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.
Escritor e ensaísta, publicou diversas obras relacionadas com a investigação histórica, a cultura e o património, e foi co-Autor da “Enciclopédia para Jovens” sobre a História de Portugal e do Japão.
Em 1980, foi Comissário-Geral para a XVII Exposição de Arte, Ciência e Cultura, intitulada “Os Descobrimentos Portugueses e a Europa do Renascimento”, realizada em Lisboa sob os auspícios do Conselho da Europa e em 1989, Comissário-Geral para a Exposição Portuguesa de “Arte Namban” integrada na Europália/89 Japão, em Bruxelas.
Foi Presidente da Associação de Defesa de Património Histórico-Cultural de Santarém, da Associação de Amizade Portugal-Japão, do Círculo Cultural Scalabitano, da Casa de Europa do Ribatejo e é membro da Academia Nacional de Belas-Artes.
Na década de 90, foi Presidente do Partido Renovador Democrático, deputado no Parlamento Europeu e é, desde 2000, Presidente da Fundação Passos Canavarro - Arte, Ciência e Democracia.
Recebeu condecorações do Governo Português, Japonês, do Conselho da Europa e da Cidade de Santarém e, 28 de Março de 2013, recebe o Louvor Público da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico sob o signo “Transformar sem destruir, crescer sem devorar as raízes”.

Soraya Genin
Arquiteta pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa (1990), mestre em Conservação Arquitetónica e Reabilitação Urbana (1995) e doutorada em Engenharia (2014) pela Universidade Católica de Leuven, Bélgica. Professora Auxiliar do ISCTE-IUL e investigadora do ISTAR-IUL, onde lecciona na área de Tecnologias da Arquitectura desde 2002. Presidente do Conselho de Administração do ICOMOS-Portugal. Delegada Portuguesa do Comité Científico Internacional para a Pedra (ISCS) e do Comité Científico Internacional para a Teoria e Filosofia da Conservação e Restauro (Theophilos). Membro fundador da Sociedade Portuguesa de Estudos de História e da Construção (SPEHC). Sócia gerente e autora de vários projetos de Arquitetura e Conservação desenvolvidos no seu seio do seu gabinete constituído em 1999.   Autora de diversas publicações e desenvolve investigação na área da Conservação e Reabilitação de Edifícios e História da Construção.

Luís Filipe de Matos Raposo
Especialista em Pré-História Antiga (Paleolítico).
Presidente do ICOM Europa (desde 2016; Presidente do ICOM Portugal entre 2009 e 2014).
Vice-Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses (desde 2015).
Membro do Comité de Parte Interessadas (“stakeholders”) do Ano Europeu do Património Cultural.
Arqueólogo do Museu Nacional de Arqueologia (desde 1980; Director entre 1996 e 2012).
Professor Convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (entre 2005 e 2014).
Autor ou co-autor, assessor científico ou comissário executivo em diversas exposições de âmbito nacional e internacional.
Co-autor de manuais universitários e obras de síntese nos domínios da Museologia, da Arqueologia e da História. Autor de bibliografia de especialidade sobre a Pré-História, Arqueologia e Museologia, publicada em monografias e revistas da especialidade nacionais e estrangeiras (cerca de 250 títulos entre 1972 e 2016).

 

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